segunda-feira, 7 de junho de 2010

    Os ditados populares pelos olhos da Geração Y

    Por Renato Andrade
    velhoxnovo O tempo passa, a moda muda, costumes são deixados de lado, mas os ditados populares continuam firmes.
    Algumas expressões populares parecem manter-se imutáveis por anos. Mas será que elas se adequam ao cotidiano da Geração Y?
    A idéia de passar um conselho adiante é a mesma e continua válida em qualquer época. Mas fiz uma analogia de alguns ditados, comparando-os às características dos jovens atuais, pelos quais podemos enxergar a mudança de alguns valores e costumes:

    - Quem tem boca vai a Roma:
    Sim, a geração Y pode chegar a Roma facilmente! Ela sabe exatamente o que vai encontrar, quais os melhores lugares da região e ainda ter milhões de amigos italianos sem nunca ter estado no país.
    Graças à tecnologia, podemos utilizar o Google Maps, fazer um rápido passeio pelo local e ver o que outros blogueiros comentam. Já existe até um serviço especialista no assunto: no Foursquare internautas de todos os cantos do mundo estão criando um verdadeiro guia turístico virtual com dicas de quem foi, viu e viveu.
    - Quem avisa, amigo é!
    Não podemos generalizar, mas sim, atualmente negócios são fechados virtualmente com pessoas (praticamente) desconhecidas. O consumidor adquiriu o hábito de procurar informações sobre produtos e serviços nas mídias sociais antes de realizar uma compra.
    Uma página na web com espaço aberto para comentários pode virar um quadro de avisos com direito a discussões sobre qual o melhor celular disponível no mercado ou até reunir noivas de várias regiões do país para juntas conseguirem descontos em serviços e lembrancinhas.
    - O silêncio vale ouro
    A Geração Y não é adepta ao silêncio e questões ou opiniões são disponibilizadas abertamente nos novos canais de comunicação.
    A imprensa já divulgou vários casos em que relatos infelizes nas mídias sociais motivaram dispensas no trabalho. Sem contar os casos de ciberbullying*, novo problema social entre as crianças.
    *Ciberbullying – conjunto de práticas agressivas, intencionais e repetitivas feitas por uma ou mais pessoas contra outra, utilizando-se de meios eletrônicos, como internet e telefones celulares.
    - Mais vale um pássaro na mão, do que dois voando
    Outras gerações tinham a ideia de poupar, economizar para dias mais difíceis ou para quando ficassem mais velhos. Agora percebo que a Geração Y possui certo desapego aos bens materiais e, indiscutivelmente, é mais consumista!
    Também pudera: Um computador adquirido hoje estará desatualizado no próximo ano. A boneca e o carrinho de plástico que eram o sonho de consumo da geração Baby Boomer foram trocados pelo aparelho celular ou qualquer objeto tecnológico, como demonstrou a pesquisa realizada pela UFG (Universidade Federal de Goiás), revelando que crianças preferem ganhar presentes como MP3 e celulares.
    - O trabalho enobrece o homem
    Será mesmo? Perguntaria um fiel membro da Geração Y, que está debatendo com a sociedade essa questão.
    Gerações anteriores perderam muito tempo de suas vidas na construção de grandes empresas. Outros viram familiares esforçarem-se no desenvolvimento da companhia de terceiros para serem descartados em função de novos padrões de estrutura organizacional.
    Os Y´s querem trabalhar e desejam entrar o mais breve possível no mercado de trabalho (obviamente, com bons cargos e salários). Não possuem o conhecimento de hierarquia e não compreendem a burocracia, mas possuem no subconsciente a ideia de viver bem a vida, de que precisam dar destaque às relações pessoais. São considerados “workaholicks”, multitarefas, mas até o momento em que esbarram em valores pessoais e querem seu momento de diversão.
    Para essa geração, não é o trabalho que enobrece o homem e sim suas experiências pessoais. Como mostra um comercial fiel à nova realidade, nada melhor do que tirar um dia ensolarado para desbravar uma trilha e pular de asa-delta.
    O trabalho?
    A geração Y é favorecida pela tecnologia e entende que pode cumprir com suas obrigações a qualquer hora. O importante é aproveitar o hoje para produzir bem e feliz amanhã.

    Com tantas inovações nas empresas, ainda há espaço para mais?

    inovacao2-195x300 De alguns anos pra cá, a palavra inovação se tornou moda no mundo dos negócios e um diferencial competitivo entre as empresas. Hoje, vemos um bombardeio de inovações que as empresas anunciam, uma atrás da outra. No entanto, ainda há espaço para mais? Para a maioria das pessoas a inovação está associada somente a criação ou aperfeiçoamento dos produtos. Mas essa idéia também tem sido compartilhada pela maioria das empresas que a utilizam de forma limitada.
    Como sabemos, inovação é quando algo de novo, não necessariamente recém descoberto, chega ao mercado. Isso se pensarmos como produto, mas para ir além, precisaremos utilizar uma visão 360 graus. Para que realmente uma empresa proclame como inovadora, ela precisa possuir a cultura e o espírito da inovação, passando por um intenso processo de rompimento de barreiras que dificultam o fluxo de informações.
    Para isso, todos os colaboradores da empresa devem possuir essa característica e precisam ser motivados. Nos processos produtivos e administrativos a inovação também deve ser utilizada, a fim de trazer agilidade, menores custos e qualidade. Já no desenvolvimento e pesquisa de novos produtos é fundamental o investimento em ações que tenham como objetivo a otimização de produtos existentes e a produção de produtos inéditos. Posteriormente vem o processo de comercialização e depois a comunicação e relacionamento com o cliente. Em todos esses campos deve haver pessoas inovadoras praticando ações que foquem nos resultados.
    Para a maioria das empresas se tornou um desafio adaptar a inovação com as práticas de sustentabilidade, afinal, durante muitos anos as empresas só souberam utilizar os recursos naturais de maneira irresponsável. Diante das mudanças climáticas, legislação, concorrência e um novo posicionamento dos consumidores, as empresas se vêem obrigadas a investir na inovação “verde”. Uma tendência que se mostra em crescimento, mas com uma oferta ainda muito pequena e modesta.
    Outro ponto que merece atenção é a inovação na comunicação e relacionamento com o cliente. Um exemplo são as redes sociais, que a cada dia ganha mais adeptos. As pesquisas indicam que a maneira de se relacionar e comunicar com o consumidor mudou. O cliente assumiu a posição de ativo e deseja ter uma relação mais próxima e estreita com as organizações. Acompanhar essa tendência é inovar e se sustentar no mercado competitivo.
    No ranking publicado no mês de abril pela revista americana Bloomberg Business Week, coloca as 50 empresas que mais se destacaram no mundo pela inovação em 2009. As três primeiras são os gigantes da tecnologia, Apple, Google e Microsoft. A brasileira Petrobras aparece na 41º lugar. Muitas empresas não estão nessa lista, um exemplo é a Inbev, Whirlpool e Philips. Isso que dizer que para muitas delas ainda há muito espaço para a inovação.
    Vivemos em um mundo dinâmico, com muitas informações, tecnologias e mudanças acontecendo a um ritmo muito acelerado e constante, e devido a essa euforia, sempre vai haver espaço para mais inovações, sejam nos produtos e serviços, nos processos, e na comunicação e relacionamento com o cliente.
    *Confira a lista completa das empresas mais inovadoras (em inglês)http://bit.ly/cvQD1Q
    Por Zenilson Neves Filho

    Atenção ao comportamento na empresa durante os jogos da Copa!

    zakumi_mascot_personagem_copa2010 O futebol mexe com a emoção das pessoas, principalmente dos brasileiros. E quando quem está em campo é a seleção nacional, o sentimento é ainda maior. Assistindo aos jogos é comum que as pessoas gritem, xinguem o juiz, os jogadores do time adversário e, em alguns casos, até os jogadores do próprio time.
    Contudo, não é em qualquer lugar que se pode agir dessa forma. Durante a Copa do Mundo, muitas empresas irão permitir que seus funcionários assistam aos jogos do Brasil, e o empregado deve agir de acordo com o local de trabalho. Por isso, é preciso tomar cuidado.

    Além de não se exaltar aos assistir aos jogos, o funcionário também deve evitar ficar comentando a partida o resto do dia.
    O funcionário deve lembrar que seu comportamento é avaliado o tempo todo, mesmo em dias de jogos e comemorações. Uma atitude errada hoje poderá comprometer uma promoção amanhã.
    Finalmente, lembre-se de que aquele ambiente continua sendo de trabalho e que ocasionalmente foi aberta uma exceção para assistir aos jogos.
    Fonte: Administradores.com.br

    Nove dicas sobre Negociação

    Faz muitos anos que me dedico ao estudo da Negociação. Por mais que leia, pesquise e aplique, sempre acabo me surpreendendo com algum fato novo e aparentemente óbvio, mas que sempre acaba deixando uma importante lição. Uma das primeiras coisas que faço nos meus cursos é alertar os participantes de que a negociação faz parte da vida.  “Não adianta fugir! A qualquer momento, mesmo sem perceber, lá estarão vocês negociando alguma coisa com alguém”.
    Como dizem que para você conhecer profundamente um assunto é preciso, primeiramente, tentar provar que ele está errado, tentei encontrar uma forma de derrubar essa tese, lançando um desafiando a mim mesmo. “Hoje ― pensei eu ― vou ficar em casa desenvolvendo um curso novo. Estou sozinho. Então vou tentar ficar o dia inteiro sem negociar”.

    Tudo estava correndo às mil maravilhas! As ideias fluíam.  O curso estava quase pronto, até que em determinado momento lembrei que precisava ir à livraria buscar um livro ― de negociação é claro! ― que havia encomendado.  Parei de escrever! Uma parte de mim dizia ― “Márcio! Esse livro é uma raridade. Foi muito difícil conseguir. Você precisa ir logo lá ou vai correr o risco de perdê-lo!”.  Mas a outra contestava ― “Nada disso! Você precisa é terminar logo esse curso. O material tem que ir pra gráfica amanhã pela manhã! O livro você pode pegar outra hora”.
    Esses pensamentos persistiram por alguns instantes e pareciam duelar dentro da minha cabeça com argumentos que me convencessem a tomar uma decisão.  Até que tomei consciência do que estava acontecendo ― Eu estava, simplesmente, negociando comigo mesmo! Acabei dando uma boa risada da situação e decidindo o que devia fazer.  Pra matar a sua curiosidade, eu digo ― acabei indo à livraria! A tese de que eu poderia ficar o dia sem negociar havia caído por terra! Pensando nisto, escrevi nove dicas para um direcionamento melhor da negociação. Confira.
    Primeira dica - Antes de negociar com o oponente você precisa negociar com você mesmo. 
    Segunda dica - Não demonstre timidez quando estiver negociando ― Quando estiver negociando diversos produtos ou serviços, peça um bom desconto ou algo grátis.  Se não pedir não vai conseguir.  Então tente!
    Terceira dica - Não se deixe envolver pela emoção ― Procure manter a calma mesmo quando o oponente se mostrar irritado e nervoso.  Não se esqueça de deixar o ego ou o orgulho do lado de fora da sala de negociação.
    Quarta dica - Não se deixe impressionar pelos regulamentos ― Quando receber um contrato para assinar e não concordar com alguma cláusula, risque e coloque seu parecer. Se o oponente disser que você não poderia fazer mudanças no contrato, diga: “É mesmo? Como sou eu que vou assinar sinto-me no direito de fazer as alterações que julgar necessárias”. Não se curve a afirmações do tipo ― “A nossa maneira de negociar é esta” ou “você não tem autoridade para fazer isso”.
    Quinta dica - Nunca dê o primeiro lance ― Ao invés de dar o custo do seu produto ou serviço, pergunte ao cliente “Quanto o senhor está disposto a gastar?” ou “Qual é o seu orçamento para este contrato?”.  Você poderá se surpreender com um valor mais alto do que esperava. 
    Sexta dica - Peça sempre mais do que espera receber ― Mesmo que o oponente ofereça mais do que você esperava, nunca aceite a primeira oferta.  Sem ser arrogante ou agressivo, diga algo como ― “Você precisa melhorar essa oferta”!
    Sétima dica - Deixe que o oponente pense que a decisão final não é sua ― Alguns negociadores demonstram pressa para fechar o negócio e pressionam de diversas formas.  Especialmente quando o negócio é bom para eles. Você deve demonstrar tranquilidade.  Deixe que ele pense que antes da palavra final você precisará conversar com o seu chefe, esposa ou sócio.  Se ele quiser falar diretamente com essa pessoa, não deixe.  Se achar conveniente, diga que só poderá dar a resposta “amanhã”.
    Oitava dica - Não demonstre muito interesse no negócio ― Quem demonstra muito interesse ou pressa em fechar o negócio tende a fazer um mau negócio.  Vá com calma e, se for necessário, dê a impressão que está desistindo e deseja retirar-se.  Se a estratégia não der certo e você tiver interesse no negócio, diga algo ― “Está bom! Vamos continuar a negociação mas você precisa ceder um pouco”! 
    Nona dica - Não deixe que o oponente se sinta encurralado ― Muitos negociadores partem para cima do oponente a ponto de deixá-lo encurralado.  Não caia nesse erro!  Ou o oponente vai segurar as concessões com medo da sua agressividade ou vai querer dar o troco, o que também não vai ser bom para ninguém.
    Márcio Miranda (Presidente da Workshop Seminários Práticos e consultor especializado em
    Vendas e Negociação. Autor dos bestsellers “Negociando Para Ganhar” e “Tá Fechado!”. -
    www.workshop.com.br)

    sexta-feira, 4 de junho de 2010

    Cria alguma coisa, presidente!

    Por Nelito Fernandes
    lider-01-300x300 Qual é o atributo mais desejável num líder nos próximos cinco anos? Um estudo feito pela IBM com 1500 executivos-chefes de empresas de 60 países mostrou que a criatividade vem em primeiro lugar.
    Para 60% dos entrevistados, a criatividade supera a integridade (52%) e até mesmo a dedicação (26%). De acordo com o levantamento, os dirigentes consideram que a capacidade de inventar soluções criativas é mais desejável na economia de hoje do que o perfil do “tocador de projetos”.
    Esse é um sinal de desenvolvimento: as empresas sentem que, com a concorrência acirrada, não basta fazer um pouco melhor que as outras empresas, é preciso fazer algo diferente, e para isso precisam de inovação.

    Nos Estados Unidos, porém, a integridade veio em primeiro lugar, com 65%. “É interessante que numa economia recém saída da maior crise da história a pesquisa não tenha caído em conceitos como administração, disciplina e controle de gastos”, disse Steven Tomasco, diretor de negócios globais da IBM.
    É compreensível que a integridade seja tão lembrada nos Estados Unidos, onde a crise levou a questionamentos profundos sobre o modo de fazer negócios. Isso já havia ocorrido na crise de 2001, com a descoberta da “contabilidade criativa”, e se repetiu agora, com a descoberta da venda de produtos financeiros pouco calcados na realidade.
    De qualquer forma, o surgimento da integridade com uma votação tão alta é antes um ponto negativo que positivo – e isso vale tanto para os Estados Unidos quanto para o Brasil. Esta é uma qualidade tão essencial que deveria ser universal. Não deveria fazer diferença na contratação.
    Outro sinal preocupante é o ainda alto índice de empresas querendo “influência”. Esse item tem a ver com um país que não se move tanto pela meritocracia, precisa de indicações e conhecimentos para fazer negócios.
    Finalmente, nota-se na pesquisa um bom índice de executivos-chefes que se preocupam com a sustentabilidade. Uma parte das respostas pode ser marketing, para parecer “verde”, mas a maioria deve vir da crescente consciência de que as empresas precisam sobreviver muito tempo. Para isso, precisam ser eficientes e ter pensamento de longo prazo (que é a essência de ser sustentável).
    A pesquisa:
    Qual é a qualidade mais importante de um líder para os próximos cinco anos?
    Criatividade – 60% (dos entrevistados)
    Integridade – 52%
    Pensamento global – 35%
    Influência – 30%
    Ser aberto – 28%
    Dedicação – 26%
    Foco na sustentabilidade – 26%
    Humildade – 12%
    Ser justo – 12%
    Fonte: Revista Época

    quarta-feira, 2 de junho de 2010

    Quando um profissional da geração Y é demitido

    Por Nano Berger
    demissao Assistindo ao programa Aprendiz Universitário, percebi que ele pode oferecer algumas análises críticas sobre o perfil empreendedor dos profissionais da geração Y e o que ocasiona suas demissões.
    Vamos aos fatos.
    Os acadêmicos participantes apresentaram dificuldades para trabalhar em grupo. Alguns esperavam que seus líderes fossem mais efetivos e acabavam demitidos por omissão, por perceberem os erros e não se manifestarem, tirando de si a responsabilidade de uma possível derrota. Outros eram mais questionadores, mas colocavam a opinião do líder em xeque diante dos membros do grupo, provocando um efeito negativo de “racha” no próprio time, o que geralmente provocava a demissão do líder.

    Os líderes apresentaram dificuldade em conduzir suas equipes quando não conseguiam promover uma reunião de trabalho eficaz na análise do briefing e planejamento para execução das tarefas. Também não tinham habilidade para atribuir responsabilidades específicas aos membros segundo a competência de cada um e acompanhar seus desempenhos e dificuldades para apoiá-los.
    Alguns participantes demonstraram grande dificuldade em lidar com a ansiedade, com a limitação de recursos e de tempo para a conclusão de cada tarefa e deixavam de usar o planejamento centrado pra dar o próximo passo ou mudar o rumo do projeto em caso de insucesso no desenvolvimento.
    Também ficou nítido que grande parte do grupo tem dificuldade em defender suas opiniões após as derrotas. Isso porque mesmo tendo perdido era necessário apresentar sua linha de raciocínio para justificar o que fez, demonstrando que nem sempre derrota é sinônimo de estratégia errada.
    Em complemento a isso, destaco que alguns membros ainda têm dificuldade para se expressar em público, apresentar projetos, proferir palestras e realizar vendas, o que reforça o problema de argumentação e persuasão.
    Mas uma das principais características que percebi foi o excesso de autoconfiança (ou teimosia) em cada tarefa. Quase nenhum membro, após definir uma estratégia, cogitou um plano B, não vislumbrava as possíveis adversidades que pudessem levar o grupo ao fracasso e quais seriam as providências a tomar nesses casos. Assim, mesmo percebendo que o caminho estava errado, permaneciam cegamente perseguindo o objetivo inicial traçado.
    É verdade que o programa Aprendiz em si é uma situação atípica da vida, onde os participantes são perseguidos todo o tempo pelas câmeras e têm sua individualidade, espontaneidade e privacidade invadidas, o que provoca uma distorção no comportamento das pessoas. Mas por outro lado, melhor do que num processo seletivo, onde uma dinâmica de grupo busca projetar o comportamento real das pessoas, o programa oferecia um fator motivador altamente relevante (o prêmio por provas vencidas e um final de um milhão de reais + o emprego).
    O fato é que os membros da geração y apresentaram grandes dificuldades ao trabalhar em grupo como líderes e como liderados, além de pouca iniciativa para solucionar problemas diante de adversidades e limitações.
    São situações importantes que as empresas precisam avaliar em seus processos seletivos, que os coachings precisam desenvolver em seus clientes e que os candidatos precisam desenvolver pessoalmente.

    terça-feira, 1 de junho de 2010

    Você é um profissional competente?

    Por Luísa Gubitosi de Medeiros*
    puzzle
    É fato que o modelo de gestão de competências está se consolidando cada vez mais, unindo-se à visão compartilhada onde todos os envolvidos crescem a cada dia. As empresas procuram ter um ambiente propício para os profissionais competentes; por isso, atrair,desenvolver e manter talentos é imprescindível.
    Com os “novos tempos”, o RH mudou a sua linha de atuação, tornando-se estratégico e procurando conhecer, profundamente, o “negócio” da empresa tanto quanto qualquer outro departamento, para poder traçar suas metas e formular, com eficiência,seus planos de ação.
    O que se espera deste mercado, tão competitivo e com uma economia tão volátil, são organizações menos burocráticas e rígidas, mais rápidas, flexíveis às mudanças e, principalmente, inovadoras, ajustadas às novas regras da competitividade. Isso abre caminho para pessoas talentosas, pois os profissionais estão se capacitando cada vez mais e estão sempre atentos a novas oportunidades.

    Empresas que utilizam o modelo de competência dão suporte à evolução das estratégias organizacionais (novas competências favorecem novos padrões de desempenho). As competências mudam, assim como o mercado, por isso, ajustá-las às necessidades empresariais é imprescindível. Com as profundas mudanças oriundas da globalização, crescer é inevitável e necessário, sugerindo, inclusive, às empresas, a criação de novos modelos administrativos e tecnologias.
    Veja algumas competências às quais o mercado de RH atribui valor:

    Discernimento
    * Tenha ponderação nas expansões e expressões verbais e comportamentais.
    Ritmo de Trabalho
    * Procure acelerar seu ritmo habitual de trabalho sem, contudo, prejudicar a sua qualidade.
    Aspectos Físicos e Mentais
    * Boa saúde física e mental, ou seja, facilidade para modificar a personalidade psíquica, com ajustes às exigências do mundo exterior.
    Aspectos Emocionais e Decisão
    * Busque o equilíbrio entre as realidades interna e externa, entre o impulso de atuar e a reflexão.
    Comprometimento
    * Disciplina, método, consciência profissional, perseverança e dedicação.
    Relacionamentos Interpessoais
    * Procure a convergência ao invés de conflitos. Não viva em constante atrito com os demais. Será que o mundo tem que se adaptar a você ou você adaptar-se a ele? Busque um equilíbrio!
    Ambição
    * Força de poder criador ou realizador. Suas ações devem estar alinhadas com suas intenções. Monitore suas ações em relação aos seus objetivos.
    Combatividade
    * Procure combater aquilo que dificulta seus planos e/ou decisões. Os desafios mobilizam suas forças ou as paralisam? A escolha é sua!
    Lealdade
    * Mantenha seus compromissos e porte-se com honra. Possua retidão. Sua conduta deve ser regida por princípios éticos e integridade moral. Aja de modo a promover a boa moral, sem se utilizar de atalhos duvidosos.
    Equipe
    * Some seus esforços, objetivos comuns e valores. Hoje, em uma equipe, você deve estar disposto a construir algo em comum encontrando a sua própria forma de expressão (é uma ação conjunta).
    Automotivação
    * Quando estamos motivados, conseguimos transformar idéias em ação – este é o segredo – experimente gerar diálogos internos positivos e estimulantes. Se você é Gestor, é imprescindível que perceba as fontes de motivação de seus liderados.
    Proatividade
    * Seja proativo (o indivíduo reativo tem a tendência de deixar que as oportunidades transcorram sem que ele mesmo queira intervir; portanto, não seja passivo – agregue valores e faça a diferença). O indivíduo proativo procura se antecipar às situações e se preparar para a solução dos problemas.
    Objetividade ao se expressar
    * Não seja prolixo e/ou cansativo ao se expressar. Exponha seus pensamentos de forma didática.
    Abertura Intelectual
    * Permaneça atento, receptivo e interessado em qualquer nova informação que possa levá-lo a modificar seu procedimento e/ou corrigir seus pressupostos.
    Empatia/Assertividade
    * Seja empático, porém, assertivo, colocando sempre “limites” saudáveis em seus espaços (a agressividade exacerbada é inimiga da assertividade).
    Iniciativa
    * Tenha iniciativa e saiba oferecer contribuições em suas atividades, especialmente em favor da produtividade e resultados concretos.
    Feedback
    * Peça aos outros profissionais e dê feedback a si mesmo, pois ele estimula o autodesenvolvimento. O feedback auxilia na identificação das habilidades, aptidões, talentos e competências. Por isso, após o feedback, seja honesto. Verifique e pergunte a si mesmo: Onde ainda preciso investir? Como posso melhorar o meu desempenho? O que devo manter? O feedback contribui para o aprimoramento de suas funções laborais. O processo de EVOLUÇÃO é um chamado para a ação.
    Autoconfiança
    * Tenha autoconfiança (o profissional autoconfiante não depende da motivação externa). A cada vitória ou superação, você ganha maior controle e independência para atuar.
    Autocrítica
    * Tenha suficiente autocrítica (auto-avaliação) para admitir suas próprias limitações e estar ciente de suas qualidades. Errar faz parte do processo de evolução.
    Essas são apenas algumas competências que variam de empresa para empresa; na verdade, o importante é que você ajude a construir um novo mundo de trabalho. Esteja aberto para criar oportunidades para si mesmo e aprimorar a sua performance sempre que possível. Seja dedicado para mantê-las e persista na sua ampliação. Apaixone-se pelo seu trabalho!
    *Luísa Gubitosi de Medeiros é Psicóloga Clínica e Organizacional
     

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