Para 60% dos entrevistados, a criatividade supera a integridade (52%) e até mesmo a dedicação (26%). De acordo com o levantamento, os dirigentes consideram que a capacidade de inventar soluções criativas é mais desejável na economia de hoje do que o perfil do “tocador de projetos”.
Esse é um sinal de desenvolvimento: as empresas sentem que, com a concorrência acirrada, não basta fazer um pouco melhor que as outras empresas, é preciso fazer algo diferente, e para isso precisam de inovação.
Nos Estados Unidos, porém, a integridade veio em primeiro lugar, com 65%. “É interessante que numa economia recém saída da maior crise da história a pesquisa não tenha caído em conceitos como administração, disciplina e controle de gastos”, disse Steven Tomasco, diretor de negócios globais da IBM.
É compreensível que a integridade seja tão lembrada nos Estados Unidos, onde a crise levou a questionamentos profundos sobre o modo de fazer negócios. Isso já havia ocorrido na crise de 2001, com a descoberta da “contabilidade criativa”, e se repetiu agora, com a descoberta da venda de produtos financeiros pouco calcados na realidade.
De qualquer forma, o surgimento da integridade com uma votação tão alta é antes um ponto negativo que positivo – e isso vale tanto para os Estados Unidos quanto para o Brasil. Esta é uma qualidade tão essencial que deveria ser universal. Não deveria fazer diferença na contratação.
Outro sinal preocupante é o ainda alto índice de empresas querendo “influência”. Esse item tem a ver com um país que não se move tanto pela meritocracia, precisa de indicações e conhecimentos para fazer negócios.
Finalmente, nota-se na pesquisa um bom índice de executivos-chefes que se preocupam com a sustentabilidade. Uma parte das respostas pode ser marketing, para parecer “verde”, mas a maioria deve vir da crescente consciência de que as empresas precisam sobreviver muito tempo. Para isso, precisam ser eficientes e ter pensamento de longo prazo (que é a essência de ser sustentável).
A pesquisa:
Qual é a qualidade mais importante de um líder para os próximos cinco anos?
Criatividade – 60% (dos entrevistados)
Integridade – 52%
Pensamento global – 35%
Influência – 30%
Ser aberto – 28%
Dedicação – 26%
Foco na sustentabilidade – 26%
Humildade – 12%
Ser justo – 12%
Fonte: Revista Época





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