terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

    O Líder acidental (existe?)

    Se você trabalha numa grande empresa já deve ter reparado naquela pessoa que não faz absolutamente nada de diferente mas, mesmo assim, continua sendo promovida, elogiada e reconhecida. Um dois de paus de sucesso, uma vaquinha de presépio premiada.

    Esta é a foto no seu crachá?

    Pode até ser que você mesmo seja assim. Tudo bem, não há mal nenhum nisso. Diria até que boa parte das pessoas é assim e são elas que fazem a maioria das empresas funcionar. Mas nada além disso.

    Empresas muito grandes, com processos rígidos e bem estabelecidos têm normas formais e informais para quase tudo. Em algumas situações você é premiado por seguir as regras – e não por seus resultados. Não é de se admirar, então, que as pessoas se preocupem mais em seguir as regras do que em gerar valor para a empresa.

    A chave para entender esta situação atende pelo pomposo nome de status quo, que significa simplesmente estado atual. Muita gente parece estar secretamente satisfeita com o atual estado das coisas – apesar de não perder uma oportunidade para reclamar – e não vê motivos para mudá-lo.

    Pior do que isso, se alguém está fazendo o que manda a cartilha da empresa e algo sai errado, a pessoa não tem culpa. Ela fez tudo direito, mas o resultado foi desastroso. Palmas para ela.

    * * * * * * * * * *

    Se você é um chefe que valoriza mais as regras do que os resultados, então provavelmente você pede mais explicações aos funcionários que tomam atitudes e decidem agir do que aos que não fazem nada.

    Quem inova e dá a cara a tapa tem que se justificar, mostrar as razões por trás de suas ações. Quem fica olhando só precisa ficar olhando.

    Quem acerta às vezes é mais lembrado pelos riscos que fez a empresa correr do que por seus resultados. Quem fica olhando é lembrado porque teve outro ano mais ou menos – exatamente igual ao anterior.

    Como você pode fugir disso, como chefe? Uma das soluções é passar a premiar e reconhecer os funcionários por suas decisões – independentemente dos resultados obtidos. A ideia não é tão louca quanto parece, especialmente quando você começa a entender que boas decisões podem ter resultados ruins – e que a culpa disso não necessariamente é de quem tomou a decisão.

    O fato é que a maioria das empresas depende de quem age e toma decisões. De quem tem disposição e coragem. Então é hora de parar de valorizar apenas os que seguem as regras. Lembre-se: status quo é um picolé.

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