Encontrei esse posto muito interessante sobre “realmente” ir atrás dos sonhos, até que ponto você esta disposto a ir atrás de seus sonhos?
Publicado em Estagiário Y.
Eu gosto de pessoas que têm um sonho. De pessoas que acreditam em algo e lutam por aquilo. Gosto da coragem e da vontade de mudar o mundo. Acho, particularmente, que essa é uma característica Y. Gostamos de ver pessoas que enchem o olhos de lágrima por um ideal. Que sabem que podem mudar o mundo, de alguma forma, e fazem isso. Nós Ys também temos essa característica muito latente. Mas muitos somos uns bundamoles – desculpe a expressão, mas como Y não fico receoso de dizer isso. Quantas revoluções conseguimos fazer em nossa própria sala de aula? Nenhuma – ou quase nenhuma, há exceções. Queremos mudar o mundo, mas “dá uma preguiça acordar cedo no sábado para ir fazer alguma coisa pelo mundo, prefiro sair na sexta e beber”. Parabéns, Geração Y. Não mudaremos nada. Mas calma aí, isso não pode ficar assim. Eu acredito em um mundo melhor.
O discurso é bonito. Fazer, na prática, nem tanto. Ainda mais quando a gente pensa na profissão. É claro que muitos Ys querem trabalhar em alguma empresa onde sua função tenha um impacto na sociedade, positivamente, é claro. Mas não é, necessariamente, fácil achar uma empresa que dê espaço para esse tipo de atuação. Entramos no automático do cotidiano e esquecemos do mundo. Focamos apenas em nós mesmo.
Nessa semana, recebi uma mensagem da Natália Garcia, uma dessas pessoas que você pode conversar por horas e horas que o assunto nunca acaba. O recado começava com um soco na cara e uma joelhada no estômago: “não sei vocês, mas todos os dias, eu penso que queria uma cidade melhor para mim”. Eu penso muito sobre isso – até meu carro eu vendi e agora faço tudo de transporte público, durante a semana. Mas, além do trivial, acho que não faço muito (mesmo que já faça muito além do que a maioria das pessoas faz), nada de extraordinário.
Uma pausa: a Natália é uma verdadeira Y. Ela tem 27 anos e já trabalhou em vários lugares. Ela vai em busca dos sonhos. Não fica em um lugar por dinheiro. Ela quer é ter uma biografia exemplar. É uma pessoa incrível.
Continuando, a Naty (até você já está íntimo dela) resolveu que irá viajar pelo mundo durante 12 meses. Que delícia! Sim, ela está indo atrás de um sonho. “Bolei um projeto chamado Cidades para Pessoas e vou passar um ano conhecendo 12 cidades (e morando durante um mês em cada uma delas) para coletar boas ideias de planejamento urbano e entender como elas melhoraram (ou não) a vida de quem mora lá.”. Vai me dizer que você não teria vontade de fazer algo do gênero? Ela teve coragem e vai.
O melhor de tudo é que ela está indo trabalhar. Ainda tem mais: ela que criou o emprego dela. Ela que decidiu ir. Ela que fez o projeto. Ela que está indo atrás de patrocínio e tudo mais.
No meu último texto (o Carreira ou não carreira?) eu falava justamente sobre isso. A Naty decidiu largar tudo para ir fazer o que realmente gosta. E para se bancar ela está pedindo ajuda de todo mundo (amigos, conhecidos, empresas, você). E você acha que é loucura? É mesmo. E que loucura gostosa. Você pode contribuir com uma grana (pode ser até R$20), mas não é uma doação. Ela dará coisas em troca, como por exemplo, um compilado semanal de tudo o que for publicado, na íntegra, por e-mail das matérias dela. Sensacional o projeto.
Conheça melhor o projeto aqui: http://cidadesparapessoas.wordpress.com/
Se você quiser ajudar a Naty é fácil: http://catarse.me/projects/36-cidades-para-pessoas
Agora é esperar a mensagem da Naty convidando para a despedida dela e depois ler as deliciosas reportagens dela.





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