quarta-feira, 10 de novembro de 2010

    Vijay Govindarajan: o que será de sua empresa em 2030?

    Para falar sobre inovação, o palestrante traz para o segundo dia de evento da HSM ExpoManagement 2010 os modelos e fracassos de empresas que ainda possuem uma visão míope sobre o que é estratégia.

    Seus projetos estão em que caixa: a que gerencia o presente, a que esquece seletivamente o passado ou a que cria o futuro? Considerado um dos maiores experts do mundo em estratégia e inovação, Vijay Govindarajan convidou os participantes do evento a avaliarem se, de fato, as empresas em que atuam estão focadas na descoberta da inovação.

    “O pensamento estratégico é um novo olhar que pode redesenhar cenários equilibrados quando posicionados em consonância com os objetivos da organização”, diz o indiano. Ele aponta que uma das principais falhas dos executivos é enxergar a estratégia como concorrência e posicionamento no mercado e não como uma nova forma de vislumbrar o futuro.

    Os profissionais e empresas devem praticar o exercício de avaliar se as ações da empresa irá projetá-la ao futuro. “Mais do que isso, o quão capaz sua empresa é de provocar no mercado mudanças não-lineares”.

    Ele aponta a tecnologia e a internet como grandes mudanças não-lineares que mudaram o cenário mundial e alerta para o fato de que nas próximas décadas, grandes descontinuidades vão exigir negócios diferenciados. Ele menciona que a quebra de ruptura força a importância do conceito de estratégia e de inovação. Para isso, Vijay menciona que o grande erro de multinacionais é tentar, sem sucesso, replicar modelos de negócios de seus mercados em áreas emergentes.

    “Isso se dá, principalmente, pelo medo da canibalização, por não perceber que o mercado muda e também pelo fato de que quanto mais sucesso a empresa conquista na caixa 1 (gerenciar o presente), mas difícil será fazer um trabalho bom nas caixas 2 (esquecer seletivamente o passado) e 3 (criar o futuro)”.

    Renovar, transformar e reinventar

    Quanto tempo você passa dentro de suas caixas? Para Vijay, é possível pensar a estratégia se perguntando ‘o quão minha empresa ’:

      • Oferece mudanças não-lineares
      • Oferece intenção estratégica
      • Quais são as competências atuais e quantos projetos estão em 2010?
      • O meu crescimento está alicerçado no meu negócio essencial, no meu espaço adjacente e há espaço para novos conceitos? Qual é o equilíbrio entre estes horizontes?

    Proporcionar ambientes inovadores pode criar a intenção estratégica, que nada mais é do que a motivação e o desafio de inovar. “Uma razão que nos compele a levantar de manhã e ir ao trabalho, é disso que todo bom funcionário precisa”, conclui Vijay.

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